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Doçuras conquistam Lula e a primeira-dama
(Diário Popular 18/06/2003)

          Ao contrário de quando recebeu a visita da comitiva da 11ª Feira Nacional do Doce (Fenadoce), em 27 de maio, e rejeitou os doces oferecidos sob alegação de estar de regime, ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não resistiu às doçuras de Pelotas.
          Terminado o discurso oficial ele se dirigiu para a Cidade do Doce. Antes, contudo, fez uma parada para atender os seis pequenos estudantes da Escola São Francisco de Assis, que no ano passado mandaram cartas ao recém eleito presidente. Durante poucos minutos Lula dedicou atenção total às crianças e a um grupo de alunos especiais do Colégio Municipal Pelotense.
          Logo depois seguiu direto à Cidade do Doce. Ali conheceu os métodos de produção de guloseimas, como os doces cristalizados e em compotas.
          Enquanto caminhava e conversava com as doceiras, apanhou um pastel de Santa Clara e degustou-o sem pressa. Mal havia terminado, lascou uma mordida em um bem-casado oferecido pela primeira-dama Marisa Letícia. Mas a gula presidencial não estava saciada. Antes de dirigir-se até a corte da Fenadoce - de quem recebeu um porta-retrato com sua foto e da esposa no palanque oficial da feira - ainda abocanhou um doce cristalizado.
          Para a viagem até o Paraguai, o presidente ainda levou uma caixa do doce que leva seu nome - criado pelo doceiro Vítor Nunes, de 33 anos - enquanto dona Marisa Letícia ganhou uma caixa semelhante com guloseimas batizadas em sua homenagem. "Ele falou que gostou muito e isso me deixa muito honrado", contou Nunes. O presidente ainda recebeu uma caixa com tortas doces diets feitos especialmente para ele pela doceira Arleti Vieira.
          Após a rápida volta, Lula deixou a Fenadoce. Até a saída, mesmo perseguido por batalhões de fotógrafos e repórteres, parou para atender alguns fãs e distribuir autógrafos. Do Centro de Eventos o presidente seguiu direto para o Aeroporto de Pelotas, onde entrou rapidamente limitando-se a abanar para o público que aglomerava-se do lado de fora.

(Álvaro Guimarães)