
Doçuras conquistam Lula e a primeira-dama
Ao
contrário de quando recebeu a visita da comitiva da 11ª Feira
Nacional do Doce (Fenadoce), em 27 de maio, e rejeitou os doces oferecidos
sob alegação de estar de regime, ontem o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva não resistiu às doçuras de Pelotas.
Terminado o discurso
oficial ele se dirigiu para a Cidade do Doce. Antes, contudo, fez uma parada
para atender os seis pequenos estudantes da Escola São Francisco de
Assis, que no ano passado mandaram cartas ao recém eleito presidente.
Durante poucos minutos Lula dedicou atenção total às
crianças e a um grupo de alunos especiais do Colégio Municipal
Pelotense.
Logo depois seguiu
direto à Cidade do Doce. Ali conheceu os métodos de produção
de guloseimas, como os doces cristalizados e em compotas.
Enquanto caminhava
e conversava com as doceiras, apanhou um pastel de Santa Clara e degustou-o
sem pressa. Mal havia terminado, lascou uma mordida em um bem-casado oferecido
pela primeira-dama Marisa Letícia. Mas a gula presidencial não
estava saciada. Antes de dirigir-se até a corte da Fenadoce - de quem
recebeu um porta-retrato com sua foto e da esposa no palanque oficial da feira
- ainda abocanhou um doce cristalizado.
Para a viagem
até o Paraguai, o presidente ainda levou uma caixa do doce que leva
seu nome - criado pelo doceiro Vítor Nunes, de 33 anos - enquanto dona
Marisa Letícia ganhou uma caixa semelhante com guloseimas batizadas
em sua homenagem. "Ele falou que gostou muito e isso me deixa muito honrado",
contou Nunes. O presidente ainda recebeu uma caixa com tortas doces diets
feitos especialmente para ele pela doceira Arleti Vieira.
Após a
rápida volta, Lula deixou a Fenadoce. Até a saída, mesmo
perseguido por batalhões de fotógrafos e repórteres,
parou para atender alguns fãs e distribuir autógrafos. Do Centro
de Eventos o presidente seguiu direto para o Aeroporto de Pelotas, onde entrou
rapidamente limitando-se a abanar para o público que aglomerava-se
do lado de fora.
(Álvaro Guimarães)